O Projeto de Lei 1.070/2021, aprovado pelo Senado Federal no dia 7 de junho, estabeleceu o mês de junho como o período da Campanha Junho Verde, que agora faz parte das ações da Política Nacional de Educação Ambiental, conforme previsto na Lei 9.795/1999. Inspirada por datas dedicadas à conscientização sobre a importância da preservação ambiental, a iniciativa do Junho Verde tem como objetivo educar e mobilizar a sociedade em prol do meio ambiente.
Mas por que o Junho Verde é importante?
Um ambiente equilibrado é um direito fundamental de todos e essencial para uma vida saudável. No entanto, ao longo dos anos, temos testemunhado a degradação do meio ambiente, a perda de biodiversidade, a extinção de espécies e o aumento dos impactos climáticos. Por exemplo, um estudo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) publicado este ano revelou que o desmatamento na Amazônia aumentou em 56,6% entre agosto de 2018 e julho de 2021, em comparação com o mesmo período de 2015 a 2018.
Os impactos da degradação ambiental são evidentes no aumento da transmissão de doenças como dengue, malária e cólera, que estão diretamente ligadas ao desequilíbrio ambiental. Além disso, o descarte inadequado de resíduos, a poluição de rios, mares e igarapés, e a poluição do ar são fatores que afetam o meio ambiente e têm impacto direto em nosso cotidiano, especialmente durante os períodos de enchentes causadas pelas chuvas.
Diocese de Sete Lagoas adere à Campanha “Junho Verde”
A Campanha Junho Verde é necessária e relevante, pois, sem uma educação ambiental efetiva e a conscientização da população sobre a importância do meio ambiente, não será possível construir um futuro sustentável para
esta e as próximas gerações. Não será viável haver esperança de um futuro sustentável.
A Diocese de Sete Lagoas quer incentivar , não somente neste mês de junho, mas a partir dele, ações em nossas paróquias, nos espaços eclesiais, nas comunidades e nos ambientes em que estamos inseridos, ações que podem ajudar o meio ambiente. Além de agir com consciência, precisamos agir em conjunto, mas o primeiro passo pode começar por nós mesmos.
Aí vão algumas sugestões:
- INFORME-SE: Procure saber mais sobre o assunto e sensibilize as pessoas à sua volta;
- COBRE DO PODER PÚBLICO: Ter acesso a um meio ambiente equilibrado é um direito de todos e a política pública ambiental é dever do Estado;
- CONSUMA MENOS: O modelo econômico atual estimula o consumismo desenfreado e muitas vezes não são divulgadas as suas consequências, por isso, priorize produtos e serviços que comprovem a presença da sustentabilidade em toda a cadeia produtiva;
- FAÇA USO DOS CINCO Rs: Repense, recuse, reduza, reutilize e recicle;
- PENSE NA CADEIA PRODUTIVA: a produção de soja e gado, por exemplo, levam ao desmatamento, à contaminação do solo e da água, à exploração dos recursos hídricos, por isso, procure sempre se informar sobre a procedência dos alimentos que você consome;
- DÊ UM DESTINO ADEQUADO AO SEU LIXO: Utilize a coleta seletiva sempre que possível. Enquanto o lixo orgânico pode ir para a compostagem, o inorgânico, se reciclável, poderá ser separado e destinado à alguma associação de reciclagem da sua região.
Secas e mudanças nos padrões de chuva resultam no aumento da insegurança alimentar, enquanto as inundações comprometem as instalações de água e saneamento. À medida que eventos climáticos extremos se tornam mais comuns, as crianças se tornam mais vulneráveis a perigos e infraestruturas críticas para o seu bem-estar ficam ameaçadas.
De acordo com o último Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), intitulado “Mudança Climática 2022: Impactos, Adaptação e Vulnerabilidade”, a mudança climática já está causando diversos impactos adversos nos sistemas humanos, incluindo a segurança hídrica, a produção de alimentos, a saúde e o bem-estar, além de afetar cidades, assentamentos e infraestruturas. Entre esses impactos estão o colapso de ecossistemas, a extinção de espécies, o aumento do nível do mar, o aquecimento dos oceanos, a seca, a fome, as doenças e o calor extremo.



