A maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já votou para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fique inelegível por oito anos. Para eles, Bolsonaro cometeu os crimes de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação públicos.
No momento, o placar está em 4 a 2, mas não pode ser revertido pois só falta o voto de um ministro, o presidente da Corte, Alexandre de Moraes.
A maioria pela condenação foi atingida com o voto da ministra Cármen Lúcia, que abriu a sessão desta sexta-feira (30) acompanhando o voto do relator, ministro Benedito Gonçalves. Em seguida, o ministro Nunes Marques votou contra a condenação e inelegibilidade de Bolsonaro.
Cármen: ‘Caráter eleitoreiro’
Em seu voto, a ministra, atual vice-presidente do TSE, lembrou que a realização da reunião de Bolsonaro com embaixadores não foi negada nem por sua defesa:
“Não houve negativa de que aquilo tenha acontecido. Nos autos se afirmou muito que não houve defesa eleitoral, o presidente afirmou que houve apenas uma exposição”, disse.



