A data 24 de junho celebra o dia de São João, um dos principais santos juninos e um dos mais conhecidos santos católicos. Segundo a Bíblia, João Batista foi primo e contemporâneo de Jesus Cristo, exercendo um papel muito importante em sua história. O santo também aparece na obra do historiador Flávio Josefo, como uma importante figura histórica de sua época.
Na Bíblia, João Batista é descrito como parente de Jesus Cristo, pois era filho de Isabel, que era prima de Maria, e Zacarias. É retratado como o último profeta que anunciou a vinda de Jesus Cristo e também foi o responsável por batizar o filho de Deus. Além da Bíblia, João foi citado na obra do historiador Flávio Josefo, que viveu no século I.
A estimativa do nascimento de João Batista é no final do século I a.c uma vez que ele era poucos anos mais velho do que Jesus. Não há, no entanto, um consenso histórico sobre o seu ano de nascimento.
Nos escritos sobre a biografia dele, o local que é mais citado como de seu nascimento é a aldeia de Ein Kerem, na Judeia, que estava sob o reinado de Herodes.
Nos evangelhos, João Batista é associado à figura de Jesus Cristo, retratado como o último profeta que anunciou a vinda do Messias e como aquele que batizou Jesus.
O historiador Flávio Josefo, que nasceu aproximadamente em 37 d.c, escreveu sobre Jesus Cristo, Tiago e João Batista. Em sua obra, no entanto, os três são descritos de forma independente. O historiador não registrou nenhuma relação de proximidade entre Jesus e João Batista, muito menos parentesco familiar, como diz a Bíblia.
João é apresentado como um pregador judeu que tinha muitos seguidores. Assim como nos evangelhos, Josefo relata que o pregador teve uma vida de renúncias, andando pelo deserto, orientava sobre o arrependimento e batizava as pessoas, por meio da água.
Para muitos cristãos, João Batista é considerado o último profeta do Antigo Testamento, pois nasceu antes de Jesus Cristo e anunciou a vinda do Messias. De acordo com o padre José Wandemberg, conhecido como padre Dedé, da paróquia São João Batista de Sousa, no Sertão da Paraíba, o pregador orientava que as pessoas se arrependessem e mudassem de vida.
“Viveu no deserto pregando o arrependimento e a mudança de vida. Tinha uma vida muito austera, se vestia de pele de animais para suportar as altas e baixas temperaturas do deserto”.
Batismo de Jesus
No livro de Mateus, capítulo 3, é contada a história do batismo de Jesus por João. No texto, ao ser procurado pelo Messias para ser batizado, João ficou surpreso e disse: “eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?” (Mt. 3:14).
A cerimônia aconteceu e todas as pessoas que estavam presentes ouviram uma voz dizendo que aquele que estava sendo batizado era o filho de Deus.
De acordo com o padre José Wandemberg, o martírio de São João aconteceu por volta de 31 d.c. O pároco explica que o martírio é quando o santo católico é morto por sua fé.
Segundo a Bíblia, João Batista foi condenado à morte por Herodes, que era uma espécie de governador da época, porque criticava o relacionamento extraconjugal que o rei possuía com a mulher de seu irmão.
“Herodes tinha um caso amoroso com a mulher do seu irmão, Herodíades. No dia do seu aniversário promoveu uma festa para a corte e a filha de Herodíades dançou e o agradou muito. Perante os convidados ele prometeu atender qualquer pedido da moça, até a metade do seu reino. A moça, em conversa com a mãe, pediu a cabeça de João Batista. Então, Herodes mandou prendê-lo e decapitá-lo”, explicou o padre.
Assim como nos evangelhos, Flávio Josefo afirma que João foi condenado à morte por Herodes. Na obra de Josefo, a popularidade do pregador e suas críticas a Herodes teriam provocado no rei um receio de que Batista incentivasse uma rebelião.
O Dia de São João é comemorado no dia 24 de junho. Segundo os cristãos, esta é a data de seu nascimento. Historicamente, o dia é relacionado também à tradição pagã, pois é quando acontece o solstício de verão no hemisfério norte, dia mais longo do ano, em que o sol alcança sua maior altura no céu.
No Dia de São João, é comemorado o nascimento do pregador precursor de Jesus Cristo. Desde as comemorações pagãs, o período do mês de junho marca um ciclo de colheitas. Dessa forma, a festa representa um momento de agradecer pela fartura, com alegria, seja ao sol, à natureza e, no caso da tradição católica, às bênçãos do santo.
Fonte: Jornal da Paraíba



